Como para qualquer obra: existe um pedido de demolição junto à Prefeitura? Houve parecer da Diretoria de Patrimônio Histórico do Município? A Justiça, que condenou a Prefeitura a proteger o patrimônio histórico do Município, está acompanhando?
A resposta é uma ofensa ao bom senso: "De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, essa edificação não é tombada pelo patrimônio histórico e, portanto, não é preciso nenhuma autorização nesse sentido por parte do Condephaat ou do Iphan para demolir esse casarão". Isso é o que foi divulgado pelo Jornal Cidade de hoje.
Esses edifícios podem não terem sido tombados por não ter havido um pedido para isso, mas, como se sabe, a Justiça condenou a prefeitura a proteger todo patrimônio histórico do Município - "tombado ou não".
E esses edifícios têm 126 anos, são representantes da arquitetura urbana do período cafeeiro no Estado de São Paulo e, acima de tudo, fazem parte da memória da cidade. Além disso, estão no entorno do núcleo original da cidade, em processo de tombamento pelo CONDEPHAAT.
São motivos suficientes para a sua preservação e o Ministério Público em Rio Claro poderia assumir uma atitude enérgica imediata para impedir esse atentado.
Mais uma vez a Prefeitura de Rio Claro, e também o CONDEPHAAT, deixam patente o desinteresse e incompetência para tratar de questões que são de suas responsabilidades.
Mais uma vez a Prefeitura de Rio Claro, e também o CONDEPHAAT, deixam patente o desinteresse e incompetência para tratar de questões que são de suas responsabilidades.





















E, com boa vontade, o enterramento da fiação próxima do Sobrado da Baronesa de Dourados poderia ser o início de um plano para a despoluição visual do centro da cidade.







