Das fachadas que permanecem em pé, a do fundo já está protegida por andaimes metálicos. Quanto à fachada voltada para a Rua 7, o escoramento está dependendo - o que seria previsível, de providências para a remoção do poste e da fiação aérea próxima do edifício.
Os arquitetos Mauro Bondi, Victor Hugo Mori e o historiador Caio Bourg, todos do IPHAN, estiveram ontem em vistoria ao Sobrado da Baronesa de Dourados acompanhados da diretora de patrimônio histórico e cultural do Município, Maryzilda Couto Campos, do representante da empresa "Estúdio Sarasá", o restaurador Antonio Sarasá Martin e da arquiteta Cássia Magaldi, que será a responsável pelo projeto básico do futuro museu.
Recebemos ofício, com data de 10 de setembro último, da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) do CONDEPHAAT informando que "técnicos deste Órgão já realizaram vistoria no local e que já foi encaminhado ofício, ainda não respondido, à Diretoria do Patrimônio Histórico de Rio Claro, solicitando providências para o escoramento das paredes externas do referido bem tombado. Parabenizando todos os signatários do abaixo-assinado pela sensibilidade e apreço ao patrimônio local, subscrevemo-nos". Assinam pela UPPH, o arquiteto Roberto Leme Ferreira e a Coordenadora Marília Barbour H. Caggiano.
A empresa "Estúdio Sarasá Conservação e Restauração", contratada pela Prefeitura de Rio Claro - conforme acordo com o Ministério Público Federal e orientação do IPHAN, deu início no dia 4 de outubro às obras de escoramento emergencial das paredes do Sobrado da Baronesa de Dourados. No mesmo contrato estão previstos: a separação dos escombros com estudo das peças, a abertura de valas para análise do solo e fundações e o projeto básico para instalação do Museu.