31 de maio de 2011

Audiência (3)

A apresentação do projeto básico para recuperação e construção de anexo do Sobrado da Baronesa de Dourados foi documentada em vídeo pelo estudante de arquitetura Cícero Cazato Jr.

Ver vídeo

14 de maio de 2011

13 de maio de 2011

Audiência

Desconsiderando alguns requisitos mínimos (como a prévia e ampla divulgação e a definição de data e horário que favoreçam o comparecimento da maior parte da população), a prefeitura realiza hoje (sexta-feira), às 14 horas, no auditório da Câmara, uma "audiência pública" para apresentar o projeto básico de recuperação e construção de anexo do Sobrado da Baronesa de Dourados, elaborado pela arquiteta Cassia Magaldi e que teve pareceres favoráveis do IPHAN e do CONDEPHAAT.

5 de maio de 2011

Ação Civil Pública (4)

Com base na ACP (que, além da reconstrução do Sobrado da Baronesa de Dourados, trata também da proteção de todo o patrimônio histórico do Município), o promotor Dr. Gilberto Porto Camargo encaminhou ofício ao prefeito, solicitando providências, em vista da possibilidade de demolição da sede da antiga Chácara Scarpa.

Ver também artigo do arqueólogo Anselmo Selingardi Jr.

2 de maio de 2011

Jogo imobiliário

Na edição de ontem, o Diário do Rio Claro decidiu investir em uma polêmica,  afirmando que "compete a população filosofar sobre a real necessidade de empenhar R$ 3,9 milhões no reparo de um prédio que foi totalmente destruído por incêndio em 2010".

Sobre isso, dois esclarecimentos:

1º - Os criminosos e o descaso público não conseguiram destruir totalmente o edifício. Ainda!

2º - Como é uma verba federal, quem está arcando com os custos da reconstrução do nosso Museu é a sociedade brasileira, que deve mesmo questionar e acompanhar a utilização do dinheiro público pelos nossos políticos.

E, uma pergunta: A quem interessa o abandono e a destruição completa do Sobrado da Baronesa de Dourados?

26 de abril de 2011

Ação Civil Pública (3)

Réplica oferecida pelo Ministério Público Estadual à Constestação apresentada pela Prefeitura de Rio Claro (Ação Civil Pública - Processo 2.034/10)
Ver Réplica

7 de abril de 2011

Os jornais...

O Diário do Rio Claro publica matéria relatando o (des)encontro de sua reportagem com o Secretário Municipal de Segurança nas obras (abandonadas) do Museu.
Ver matéria do Diário do Rio Claro

Já o JC Rio Claro informa que - de acordo com nota da assessoria da Prefeitura, a verba federal de R$ 3,8 milhões para reconstrução do Museu pode ser inviabilizada em vista do atraso no encaminhamento de parecer sobre o projeto pelo CONDEPHAAT.
Ver matéria do JC Rio Claro

25 de março de 2011

Obra parada

Como já aconteceu antes, as obras estão paradas e o portão aberto para quem quiser entrar.

14 de fevereiro de 2011

Andamentos

A Elektro afastou a rede elétrica da fachada da Rua 7 e o Estúdio Sarasá poderá completar o escoramento previsto.


E continuam na via pública, sem proteção, as partes do madeiramento e do gradil de ferro remanescentes do incêndio e dos desmoronamentos posteriores.

27 de janeiro de 2011

Poste

No último dia 22, a Elektro instalou na calçada oposta ao Sobrado da Baronesa de Dourados, um poste, para o posterior remanejamento da fiação aérea.

Enquanto isso, permanece incompleto o escoramento da fachada da Rua 7 e interditada a via à circulação de veículos.

20 de janeiro de 2011

Na TV

Repercussão dos encaminhamentos propostos pelo Ministério Público Estadual à Prefeitura de Rio Claro, na reportagem exibida pela EPTV em 11 de janeiro último.
Ver reportagem

7 de janeiro de 2011

Interdição

Conforme sugerido pela avaliação preliminar encaminhada pelo promotor Dr. Gilberto Porto Camargo a autoridades e imprensa, a Prefeitura interditou à circulação, desde o último dia 4, o trecho da Rua 7 junto ao Sobrado da Baronesa de Dourados.

Nesse mesmo dia foram retomados os trabalhos para escoramento das paredes remanescentes.
Ver avaliação

29 de dezembro de 2010

Verão


Passados mais de 100 dias da assinatura do contrato firmado entre a Prefeitura e o Estúdio Sarasá (com previsão de 90 dias para execução de todos os serviços contratados), apenas uma das paredes foi escorada e as demais continuam sujeitas a desmoronamentos - previsíveis como as chuvas de verão.

14 de dezembro de 2010

Asfalto!

O patrimônio histórico aprovado para tombamento pelo CONDEPHAAT em 2006 serviu como justificativa para a Prefeitura conseguir recursos do Ministério do Turismo para recapeamento asfaltico na cidade.

Mas, medidas para a proteger e valorizar esse patrimônio não são cogitadas.
Ver artigo

2 de dezembro de 2010

Ação Civil Pública (2)

Cumprindo suas funções constitucionais, o Ministério Público Estadual, através do Promotor Gilberto Porto Camargo, propôs Ação Civil Pública tendo como ré a Prefeitura de Rio Claro - que fica obrigada a reconstruir, no prazo de um ano, o Sobrado da Baronesa de Dourados e tomar outras providências para a proteção do patrimônio histórico do Município.

Abrindo os termos da Ação, o promotor inseriu o comentário feito por Rosa Maria D'Urso Hebling no abaixo-assinado "Salvar o Patrimônio Histórico de Rio Claro".
Ver ACP

30 de novembro de 2010

Postes e fiação

Os postes e a fiação aérea continuam sendo entraves para o escoramento das fachadas e continuarão sendo para as obras de recuperação do edifício.

E, com boa vontade, o enterramento da fiação próxima do Sobrado da Baronesa de Dourados poderia ser o início de um plano para a despoluição visual do centro da cidade.

26 de novembro de 2010

Ação Civil Pública

A tentativa de acordo feita pelo promotor Gilberto Porto Camargo não foi correspondida pelo prefeito, que se negou a assinar o TAC proposto pelo Ministério Público Estadual.

Assim, conforme já havia sido adiantado, a Promotoria deverá mover uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Rio Claro.

25 de novembro de 2010

Ministério Público Estadual

Hoje, às 17 horas no Gabinete da Promotoria: data e lugar definidos pelo Promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo Gilberto Porto Camargo para assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura de Rio Claro para que esta promova a recuperação do Sobrado da Baronesa de Dourados e providencie medidas de segurança para outros edifícos públicos.

14 de novembro de 2010

Escoramento das fachadas (3)

A fachada da Rua 7 continua sem qualquer proteção. O poste e a fiação no mesmo lugar e o trânsito já está liberado.


A seguir, o despacho (em 04/11/2010) constante dos autos do Inquérito Civil nº 14.0409.0000055/10-8 da Promotoria de Justiça de Rio Claro:

"Designo o dia 25 de novembro de 2010, às 17h, para tentativa de elaboração de Termo de Ajustamento de Conduta com a Prefeitura Municipal de Rio Claro.
Notifique-se o Sr. Prefeito Municipal."

3 de novembro de 2010

Escoramento das fachadas (2)

A fachada da Rua 7 continua sem escoramento e sujeita a desmoronamento, como já ocorreu com duas delas após o incêndio (ver postagens dos dias 20 e 27 de setembro).

A execução do escoramento pela empresa contratada para isso continua dependendo do remanejamento da fiação e do poste próximos ao edifício e, portanto, da vontade da Prefeitura e da Elektro.

26 de outubro de 2010

Escoramento das fachadas

Das fachadas que permanecem em pé, a do fundo já está protegida por andaimes metálicos.

Quanto à fachada voltada para a Rua 7, o escoramento está dependendo - o que seria previsível, de providências para a remoção do poste e da fiação aérea próxima do edifício.

21 de outubro de 2010

Vistoria do IPHAN

Os arquitetos Mauro Bondi, Victor Hugo Mori e o historiador Caio Bourg, todos do IPHAN, estiveram ontem em vistoria ao Sobrado da Baronesa de Dourados acompanhados da diretora de patrimônio histórico e cultural do Município, Maryzilda Couto Campos, do representante da empresa "Estúdio Sarasá", o restaurador Antonio Sarasá Martin e da arquiteta Cássia Magaldi, que será a responsável pelo projeto básico do futuro museu.

15 de outubro de 2010

Do Ministério Público Estadual

Recebemos, por e-mail, um breve relatório do Inquérito Civil que trata do incêndio no Sobrado da Baronesa de Dourados.
Ver relatório

13 de outubro de 2010

Ofício UPPH

Recebemos ofício, com data de 10 de setembro último, da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) do CONDEPHAAT informando que "técnicos deste Órgão já realizaram vistoria no local e que já foi encaminhado ofício, ainda não respondido, à Diretoria do Patrimônio Histórico de Rio Claro, solicitando providências para o escoramento das paredes externas do referido bem tombado.

Parabenizando todos os signatários do abaixo-assinado pela sensibilidade e apreço ao patrimônio local, subscrevemo-nos".

Assinam pela UPPH, o arquiteto Roberto Leme Ferreira e a Coordenadora Marília Barbour H. Caggiano.

9 de outubro de 2010

Início de obras

A empresa "Estúdio Sarasá Conservação e Restauração", contratada pela Prefeitura de Rio Claro - conforme acordo com o Ministério Público Federal e orientação do IPHAN, deu início no dia 4 de outubro às obras de escoramento emergencial das paredes do Sobrado da Baronesa de Dourados.

No mesmo contrato estão previstos: a separação dos escombros com estudo das peças, a abertura de valas para análise do solo e fundações e o projeto básico para instalação do Museu.

29 de setembro de 2010

Permissão

A Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Rio Claro publicou que anteontem, dia 27, obteve do CONDEPHAAT a aprovação para os serviços de consolidação do Sobrado da Baronesa de Dourados, sendo que, a partir de agora tem "a permissão para atuar no interior do prédio sinistrado".

É bom saber!

E hoje completam 100 dias do incêndio criminoso.

27 de setembro de 2010

TAC

De acordo com o IPHAN, graças a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desse órgão com a Prefeitura de Rio Claro, foi elaborado contrato "para a remoção criteriosa dos escombros, escoramento de remanescentes e elaboração de projeto básico para reconstrução do Sobrado da Baronesa de Rio Claro (...) cujas obras já começaram e o IPHAN está acompanhando".

Apesar dessa boa notícia, não podemos deixar de registrar o desmoronamento de parte de mais uma das fachadas do edifício, ocasionado pela chuva, na manhã de ontem.

21 de setembro de 2010

O CONDEPHAAT...

É de conhecimento público que o traçado do núcleo original e mais quatro edifícios do centro de Rio Claro se encontram em estudo para tombamento pelo CONDEPHAAT como patrimônio histórico do Estado de São Paulo (outros quatro edifícios já haviam sido anteriormente tombados).

O que poucos sabem é que existe uma proposta de regulamentação desse tombamento, preparada pela equipe técnica desse órgão, que estabelece o controle da poluição visual e a ampliação da área com restrição de altura para novos edifícios (a partir das restrições já adotadas pelo IPHAN para o Sobrado da Baronesa de Dourados).

Há cerca de um ano essa proposta foi encaminhada para análise e votação do Conselho e estará inviabilizada se acontecer o desaparecimento completo do "Sobrado da Baronesa de Dourados", que é a base da regulamentação e o bem mais importante presente na área.

Agora, em vista do incêndio criminoso ocorrido, caberia ao CONDEPHAAT tomar uma atitude coerente com a sua função e encaminhar em caráter de urgência a votação dessa proposta, incentivando e acreditando na recuperação do “Sobrado da Baronesa de Dourados” e, acima de tudo, dando uma demonstração de defesa do interêsse público.

20 de setembro de 2010

Mais uma parte da tragédia!

Pouco antes de completar 3 meses do incêndio, e sem que qualquer atitude concreta tivesse sido tomada para a consolidação das paredes que restaram, aconteceu o desmoronamento de parte da fachada principal.

Não podemos admitir que o Sobrado da Baronesa de Dourados seja transformado em um monte de entulho, como seria conveniente para poucos.

E os responsáveis precisam ser identificados e punidos.





13 de setembro de 2010

Uma grande conquista!

Motivado pelo nosso abaixo-assinado, o Ministério Público Federal decidiu instaurar Inquérito Civil Público visando a apuração dos fatos e o acompanhamento das medidas necessárias para a recuperação do Sobrado da Baronesa de Dourados.

Parabéns!

9 de setembro de 2010

2 de setembro de 2010

Como anda o nosso abaixo-assinado

Em 29 de junho - então com 320 assinaturas, foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (agora na Promotoria de Justiça de Rio Claro); ao Ministério Público Federal (agora como "Tutela Coletiva" na Procuradoria da República em Piracicaba) e ao IPHAN em São Paulo.
Em 30 de junho foi protocolado no CONDEPHAAT e, em 02 de julho, na Prefeitura de Rio Claro.
Em 31 de agosto e 02 de setembro - agora com 1.500 assinaturas, foi reencaminhado ao CONDEPHAAT e ao IPHAN, acrescentado com o seguinte:

"Como se sabe, esse edifício foi vítima de um incêndio criminoso (conforme laudo do Instituto de Criminalística) em 21/06/2010, e desde então, e ao que nos consta, nenhuma providência foi adotada para a consolidação dos elementos remanescentes do sinistro.
Uma vez que essa responsabilidade ficou a cargo da Prefeitura de Rio Claro e que esta já declarou haver um aporte de R$ 4.250.000,00 (sendo R$ 3.900.000,00 do governo federal) para a recuperação do edifício, é de se estranhar que, passados 70 dias do incêndio, a única intervenção visível no local tenha sido a colocação de um alambrado nas calçadas em torno do mesmo.
Essa situação é muito preocupante, uma vez que a aproximação do período de chuvas coloca em risco de desmoronamento as frágeis paredes construídas em taipa.
Isto posto, solicitamos deste Conselho os esclarecimentos mencionados e todo o empenho possível para salvar esse importante patrimônio histórico e cultural".



13 de agosto de 2010

Apresentação

O objetivo deste blog é acompanhar os andamentos do abaixo-assinado "Salvar o Patrimônio Histórico de Rio Claro". Divulgue e participe!

Entre em contato através de patrimoniohistoricorioclaro@gmail.com

ABAIXO-ASSINADO


Destinatário: Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Prefeitura Municipal de Rio Claro.

Na madrugada do último dia 21 de junho, um incêndio, de causas ainda não esclarecidas, destruiu grande parte do edifício conhecido como “Sobrado da Baronesa de Dourados”, em Rio Claro, SP.

O belo edifício, atualmente propriedade do Município, foi construído em 1863 e já foi hotel, residência, escola e museu. Nos últimos anos encontrava-se fechado e sem uso.

Pelas suas características históricas e arquitetônicas é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), o que, por si só, justifica a necessidade de empenhos em todos os níveis de governo para a recuperação deste importante bem.

Assim, pedimos, com este abaixo-assinado, aos Ministérios Públicos, aos governos federal e estadual e à Prefeitura de Rio Claro a apuração da responsabilidade pelo grave fato ocorrido e o comprometimento de todos os envolvidos na recuperação desse patrimônio de inestimável valor histórico e cultural.